Cartas De Amor (DISCOLAR LPDS 32082) - (1965) - Pedro Bento e Zé Da Estrada

Lembrança De Um Boêmio
Foram tantas em minha vida
As taças de bebidas que brindei
Não têm contas também os amores
Dos lábios sedutores que beijei

Nas minhas noites de sono
Sempre fui dono do que desejei
No reino na boemia eu bebi alegria
Bebi alegria, mas não me embriaguei

Ser Boêmio
Felicidade por que partistes
Volte de novo me consolar
Nada na vida para mim existe
Sem a mulher que me faz sonhar

Ser boêmio é gostar da serenata
Ser boêmio é viver a recordar
Ser boêmio é gostar até da lua
Ser boêmio é viver sempre a cantar

Quando eu canto eu recordo meu passado
Aquele tempo que jamais há de votar
Abraçado neste pinho companheiro
Com estes versos eu contemplo o luar

Felicidade por que partiste
Volte de novo me consolar
Nada na vida para mim existe
Sem a mulher que me faz sonhar

Ser boêmio é sentir grande de saudade
Ser boêmio e viver com grande dor
Ser boêmio é ter sonho de poeta
Ser boêmio é viver sem ter amor

Eu amei e também já fui amado
Estas palavras traz um mundo de amargor
Em saber que a mulher que mais amava
Transformou-me num boêmio sofredor

Felicidade por que partiste
Volte de novo me consolar
Nada na vida para mim existe
Sem a mulher que me faz sonhar

Ingratidão
Assim vou vivendo tristonho e bebendo na taça na dor
Por que embriagado esqueço o passado de um falso amor
Pois quem eu queria desprezou-me um dia por outro qualquer
Hoje vivo a bebe só pra esquecer aquela mulher

Ai, ai, ai, como é triste a dor da traição
Neste mundo abandonado eu sofro calado a ingratidão

Assim vou vivendo sozinho e sofrendo a dor da traição
Sempre amargurado eu sofro calado a ingratidão
Aquela malvada que foi a culpada, pois sofro enfim
Mas suplico a Deus que os dias seus termine assim

Ai, ai, ai, como é triste a dor da traição
Neste mundo abandonado eu sofro calado a ingratidão

Recordação
Quanta ansiedade eu sinto assim no peito
Quanta saudade do nosso amor desfeito
Todos contestam meu pobre coração
Do nosso amor só resta uma recordação

E sempre vejo em sonho minha ilusão florida
Desperto tão tristonho por não te ver querida
Embora bem distante serei a ti sincero
Assim a todo instante cada vez mais te quero

Louca Paixão
Volte para os meus braços que ainda te espero
Volte apagar a chama da louca paixão
Que está torturando meu amor sincero
Está grande mágoa fere o meu coração

Vem meu coração, vem aos braços meus
Vem dar lenitivo a minha dor
Vem meu coração, vem aos braços meus
Eu não sei viver sem teu amor

Logo que tu me deixaste na triste agonia
Vivo a vagar sozinho nesta solidão
Só a tua presença me traz alegria
Volte que eu já perdoei a tua ingratidão

Vem meu coração, vem aos braços meus
Vem dar lenitivo a minha dor
Vem meu coração, vem aos braços meus
Eu não sei viver sem teu amor

Prisão De Pedra
Quando estive na prisão sozinho me entristecia
Contemplando entre as grades tudo que acontecia
Que noites tão negras passei na prisão
Por ter me vingado de uma traição

Muitas vezes eu descia a escada da prisão
Despedir-me dos companheiros que tinham libertação
Que noites tão negras passei na prisão
Por ter me vingado de uma traição.

Toda noite por castigo com minha alma torturada
A visão aparecia da mulher que foi a culpada
Que noites tão negras passei na prisão
Por ter me vingado de uma traição

O clarim da sentinela nunca mais eu esqueci
Com os seus toques de alerta não me deixava dormir
Que noites tão negras passei na prisão
Por ter me vingado de uma traição

Tu E Eu
Há tempo eu venho bebendo
Pra teu orgulho esquecer-me
Há tempo eu venho sofrendo
Sofrendo por te querer

Nestes tempos de sofrimento
Eu passei a viver sem guarida
Mas teu capricho de orgulho e vaidade
Destruiu minha felicidade
Que era tudo que eu tinha na vida

Tu caprichosa e bonita
E eu sem poder te comprar
Tu não me deste carinho
Eu tenho amor pra te dar

Injustiça
Meu amigo eu não sei por que é que tu condena
Rudemente sem ter pensa as mulheres de ninguém
Quero que fique sabendo que estas pobre criaturas
Que hoje sofrem amargura foram felizes também

Se elas vive desprezadas e enganadas pelo mundo
É por que algum vagabundo não lhe souberam amar
Muitas dessas que dizes que é mulher sem nome
Ao lado de outro home juraram aos pés do altar

Veja aquela meu amigo sentada àquela mesa
Chorando de triste por que ninguém mais a quer
Mas teve um amor, teve abrigo, teve lar
E também já soube honrar o seu nome de mulher

Mas porem o seu marido era canalha e vagabundo
Foi embora pelo mundo e dela se esqueceu
E agora tu me dizer que ela é mulher sem nome
Não sejas covarde homem, ela já te pertenceu

A Fotografia
Eu devolvi naquele dia
A fotografia que você me deu
Por certo então fica esclarecido
Que era fingido os carinhos teus

Pois não era eu, não era eu, não era eu
O dono da fotografia que um certo dia já me pertenceu
Não era eu, não era eu, não era eu
O dono da fotografia que um certo dia já me pertenceu

A fotografia eu devolvi
Por que percebi que era fingimento
Pois um amor igual a você
Não se deve ter nem no pensamento

Pois não era eu, não era eu, não era eu
O dono da fotografia que um certo dia já me pertenceu
Não era eu, não era eu, não era eu
O dono da fotografia que um certo dia já me pertenceu

Não interesso mais no teu amor
Seja como for estou decidido
A minha vida é um paraíso
E eu não preciso de um amor fingido

Pois não era eu, não era eu, não era eu
O dono da fotografia que um certo dia já me pertenceu
Não era eu, não era eu, não era eu
O dono da fotografia que um certo dia já me pertenceu

Orgulhosa
Deixei de te amar para sempre
O teu amor não interessa à ninguém
É tu mesma o espinho da maldade
Jamais tivesse piedade de ferir quem te quer bem

Já cansado de sofrer
Cheguei numa conclusão
Não sou capaz de transformar
O teu negro coração

Tu és bela e orgulhosa
O teu prazer é desprezar
Mas teu orgulho e tua vaidade
Mais cedo ou mais tarde a terra cobrirá

Deixei de te amar para sempre
O teu amor não interessa à ninguém
É tu mesma o espinho da maldade
Jamais tivesse piedade de ferir quem te quer bem

Doce Ilusão
Esta noite eu sonhei contigo a noite inteirinha
Sonhei que estava em meus braços meu grande amor
Mas quando eu acordei estava sozinho
Sem os teus carinhos na solidão chorei de dor
Mas quando eu acordei estava sozinho
Sem os teus carinhos na solidão chorei de dor

Juro por Deus que não posso viver a vida sem te amar
Nasci para te adorar, tu é minha doce paixão
Depois que beijei os teus lábios, nunca mais querida beijei alguém
Levaste contigo meu bem a minha vida e o coração

Cartas De Amor
Na cartinha que te enviei
Revelei minha grande paixão
E as frases que foram escritas
Foram ditas por meu coração

Coração que não sabe fingir
Coração que sempre te quis
Coração que só quer teu afeto
Para bater dias e noites feliz

Ai, ai, ai, não me negue jamais teu amor
Teu orgulho me faz padecer teu desprezo me mata de dor
Ai, ai, ai, não me negue jamais teu amor
Teu orgulho me faz padecer teu desprezo me mata de dor

Sem teus beijos não posso viver
Por favor, tenha pena de mim
Não consigo jamais te esquecer
Não me deixe sofrer tanto assim

Eu te amo com sinceridade
Não duvide de mim podes crer
Meu desejo é viver a teu lado
E em teus braços eu quero morrer

Ai, ai, ai, não me negue jamais teu amor
Teu orgulho me faz padecer teu desprezo me mata de dor
Ai, ai, ai, não me negue jamais teu amor
Teu orgulho me faz padecer teu desprezo me mata de dor

Músicas do álbum Cartas De Amor (DISCOLAR LPDS 32082) - (1965)

Nome Compositor Ritmo
Lembrança De Um Boêmio Jéca Mineiro / Zé Da Estrada Rancheira
Ser Boêmio Pirassununga / Zé Da Estrada Guarânia
Ingratidão Luiz De Castro / Benedito Seviero Rancheira
Recordação Garrafinha / Zé Da Estrada Bolero
Louca Paixão Tuta / Milton Christofani Guarânia
Prisão De Pedra Cuco Sanches - Versão: Nelson Gomes Rancheira
Tu E Eu Celinho / Emílio A. Gonçalves Rancheirta
Injustiça Léo Canhoto / Pedro Bento Tango
A Fotografia Cardozinho / Pedro Bento Guarânia
Orgulhosa Sebastião Aurélio / Ouro Fino Huapango e Guarânia
Doce Ilusão Nízio / Mário Aguinaldo Rasqueado
Cartas De Amor Pedro Bento / Luiz De Castro Rancheira
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