Paixão A Quatro Pés

Paixão A Quatro Pés - Nico

De vez em quando boto fogo ali, falo depressa pra poder rimar
De vez em quando apago fogo aqui, falo bem manso pra vida passar

De vez em quando boto fogo na fundanga tiro garapa de cana pra sua boca adoçar
Cabelo longo com cheirinho de alecrim temperado a gergelim sob o sol à "alumiar”
De vez em quando trato ela com carícia dou-lhe um banho sem malícia pego o casco pra lixar
Debulho milho encho o cocho de capim misturado com aipim a gente tem que vadiar

De vez em quando levo ela pra festança com seu jeito de criança, sua marcha a entoar
O pessoal fica até desconfiado proseando ali do lado tanto amor tem pra se dar
De vez em quando a Castanha Quatro pé com seu jeito de mulher leva eu pra galopar
No estradão, poeira que sai do chão tá ela e seu peão nem o vento a nos pegar

E quase sempre a gente vive contente o ciúme está presente mas dá para suportar
Eu larguei mão até de jogar baralho só pra ficar do seu lado deixando a vida passar
Mas não tem nada, sou até bem conformado tantos homens enrolados pra sua vida lidar
Tem a esposa, tem as filhas, as vizinhas, tem a sogra e as meninas pro dia a dia cuidar

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