Segredo De Amor (LPITAM 2088) - (1981) - Abel e Caim

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Segredo de amor
Tenho uma paixão no peito que causa uma grande dor
É de um amor perfeito de uma mulher em forma de flor
Eu estou apaixonado por seu olhar sedutor
Mas ela é comprometida e pertence e outro amor

Querida se você me ama não diga a ninguém
Somos casados, mas temos direito de amar também

Meu coração está preso nas grades do teu olhar
Os meus lábios têm desejos de um dia eu te beijar
Por isso o fatal destino vier e nós dois separar
Entregou-lhe estes versos que fiz pra você levar

Querida se você me ama não diga a ninguém
Somos casados, mas temos direito de amar também

O direito de errar
Estou aqui, amigo, pra lhe aconselhar
Porque você não está sendo um bom marido
Todo casado o juramento deve honrar
Para mais tarde não viver arrependido

A sua esposa está sozinha em seu lar
Lhe esperando com o coração em brasa
E as suas noites é viver de bar em bar
Enquanto outro talvez ronde a sua casa

Ao me casar eu fiz assim como você
Continuei com as orgias de solteiro
E minha esposa sem poder me compreender
Me abandonou e arranjou outro companheiro

Tarde demais compreendi desesperado
Que eu não podia pôr a culpa em ninguém
Pois todo o homem que no mundo vive errado
Dá o direito pra mulher errar também

A saudade vai no peito
Eu não sou da redondeza eu vim só ganhar a vida
O destino me mandou pra per terra desconhecida
Ao povo desta terra vou fazer a despedida
Por causa de uma dona que já é comprometida

Ela nasceu nesta terra e de muito longe eu vim
Eu não nasci para ela, ela não nasceu pra mim
O fogo nasce na lenha, a lenha nasce do chão
Este amor nasceu nos olhos foi morar no coração

Eu ficando nesta terra sei que é muito perigoso
Se eu morrer eu perco a vida, se eu matar sou criminoso
O amor que já tem dono eu não posso ter direito
Ela vai no pensamento e a saudade vai no peito

Vou morrer por causa sua
Não tenho onde morar estou morando na rua
Por você não me amar a tristeza continua
Minha vida é chorar, vou morrer por causa sua
Meu bem pra você voltar pedi lá pro deus do mar
E pro São Jorge da lua

Minha coberta é o sereno, durmo na relva molhada
Meu castelo transformou numa casa abandonada
Sem você minha querida a vida não vale nada
Não esqueço um só instante tenho sofrido bastante
Por você mulher amada

De amor e de conforto pra quem vive a penar
Meu coração quase morto, sem nada pra consolar
Não encontro cais nem porto pra que eu possa ancorar
Sou um barco sem destino a maré esta subindo
Por Deus venha me salvar

Minha devoção
Para o povo sertanejo este verso que eu canto
Peço a Nossa Senhora que nos cubra com seu manto
Virgem Mãe Aparecida rainha de um reino santo
Padroeira do Brasil a terra que eu amo tanto

Neste meu segundo verso vou louvar com alegria
O Menino que nasceu dentro de uma estrebaria
Queria seguir seus passos igual a estrela da guia
Santo Rei do universo filho da virgem Maria

Pela sagrada escritura nós somos filhos de Adão
Conforme a lei divina nos somos todos irmãos
Tenho fé em Santo Antonio em São Pedro e São João
Que batizou Jesus Cristo nas águas do Rio Jordão

São Gonçalo do Amarante bendito louvado seja
Protetor do violeiros da família sertaneja
Esta voz que hoje canta eu te peço que proteja
E conserve o nosso peito igual o sino da igreja

Mineiro de fibra
 Foi o Ribeirão vermelho, no sagrado chão Mineiro
Que um caboclinho pobre, mas com fibra de guerreiro
Entrou numa luta dura contra a força do dinheiro
A sua grande esperança era ser um fazendeiro
Pensou no seu amanhã consultando o travesseiro
Só da moral do seu pai ele pode ser herdeiro

Com seu coração ferido, mas com força de gigante
Despediu da mãe querida e com fé seguiu avante
Chegou pisando em espinho na capital bandeirante
Enfrentou a luta brava sem fracassar um instante
Foi servente de pedreiro, foi vendedor ambulante
Trabalhando dia e noite se tornou um comerciante

Mas um braço navegante não deixa um barco parado
Hoje ele tem fazenda com lavoura e muito gado
Comprou a grande fazenda onde ele foi criado
Seus amigos de infância hoje são seus empregados
Anda de cabeça erguida nunca deu um passo errado
Respeitando todo mundo pra sempre ser respeitado

Este brilhante mineiro em São Paulo é morador
É feliz por ter riqueza e um verdadeiro amor
Não despreza quem é pobre por que é conhecedor
Do sofrimento da luta do pobre trabalhador
Chegou onde ele quis por que é merecedor
E deus será para sempre o seu grande protetor

Jesus Acácio Peixoto não fracassa em seus planos
E homem com o seu talento, nasce um cada cem anos

Carta
Eu vou te mandar uma carta escrita por minha mão
Por fora vai o teu nome por dentro reclamação
Em cima escrevo saudade em baixo aperto de mão
No meio vão minhas queixas extraída do coração

Morena resolva logo quero sua decisão
Você leia bem a carta me responda sim ou não
É melhor se desprezado no que viver na ilusão
Amando sem ser amado o teu falso coração

No bairro que você mora eu já tive informação
Namora um ama outro me fazendo judiação
amor que não tem firmeza sempre termina a questão
Quando um morro outro vai preso ferindo dois corações

Já decidi minha é triste a minha intenção
Pra te ver nos braço de outro prefiro a separação
Vou embora pra bem longe deixo a minha saudação
"Alembra” de quem te ama tem ingrato coração

Lembranças que o tempo não apaga
Por um capricho do cruel destino meu 
Deixei um dia a minha terra tão querida
Os lindos olhos de alguém que não me esquece
Choraram tanto na minha despedida
Compreendi que aqui na cidade grande 
Não viverei a vida que eu sempre quis
Desde o momento em que eu deixei minha cidade 
Na realidade nunca pude ser feliz

Aqui não vejo o sol nascendo atrás da serra 
Aqui não vejo a lua clareando a rua da minha terra

Tenho certeza que mamãe todos os dias 
Vive rezando pra que eu torne voltar
Esta saudade é o motivo do meu pranto 
Castiga tanto minha vida sem cessar
Velhas lembranças que o tempo não apaga 
Tantas lembranças que eu sempre guardarei
Enquanto estranho busco o meu berço risonho 
Só vejo em sonho tudo quando lá deixei

Aqui não vejo o sol nascendo atrás da serra 
Aqui não vejo a lua clareando a rua da minha terra

Morena dos olhos pretos
Morena dos olhos pretos linda igual não pode haver
Você é a mais linda flor que eu cheguei conhecer
Quando meus olhos te viram senti meu corpo tremer
Daquela hora em diante me apaixonei por você

Em ficar te conhecendo pra mim foi grande prazer
Eu gostei dos seus agrados também do seu proceder
Quem me dera se eu pudesse teus carinhos merecer
Eu te amava flor morena até na hora de morrer

Eu só tenho um sentimento digo a razão porque
Por eu ter que me ausentar pra bem longe de você
Mas deixo meu endereço se acaso vós resolver
Pro amor não tem distância depende a gente querer

Vou deixar uma lembrança pra você não esquecer
A lembrança é estes versos que eu fiz para você
De ti levarei saudade lembrança de um bem querer
Adeus linda flor morena se nós nunca mais se ver

Milagre da traição
Numa cidade do norte esse fato foi se dado
Um homem tinha somente ano e meio de casado
Tão depressa esqueceu o juramento sagrado
Toda noite ele saía posava na boêmia
E voltava embriagado

Toda noite a mesma sena quando o marido saia
Ela entrava no quarto e chorando a Deus pedia
Que livrasse seu marido daquela mal companhia
Pobre mulher indefesa deitava de luz acesa 
E rezando adormecia

Desconfiando da esposa ele começou a rondar 
Pela fresta da janela deu pra ele enxergar
O vulto de outro homem deitado em seu lugar
Entrou na casa correndo sacou da arma tremendo 
E atirou para matar

Esse homem nesta hora ficou meio alucinado 
Quando viu o traidor em quem havia a tirado 
Era uma pequena imagem de Jesus crucificado
Que a mulher no abandono rezando pegou no sono 
Deixou cair ao seu lado

Desse dia em diante esse homem arrependido
Para Deus pediu perdão dos seus erros cometidos
O milagre da traição salvou um lar destruído
Hoje neste mesmo leito dorme um homem de respeito
Um bom pai e um bom marido

Nunca vi
Nunca vi casa sem porta nem telhado sem goteira
Nunca vi um rio grande que não tenha corredeira
Nunca vi um canoeiro remar contra a cachoeira
Nunca vi um discussão que não acabasse em sujeira, ai, ai

Nunca vi um burro xucro deixar passar raspadeira
Nunca vi vaca holandesa e que não fosse leiteira
Nunca vi uma invernada que não tivesse porteira
Nunca vi rato correr quando cai na ratoeira, ai, ai

Nunca vi mulher baixinha que não fosse faladeira
Nunca vi um italiano que não falasse besteira
Nunca vi um lavrado que não sentisse canseira
Eu nunca vi um pagode cantado dessa maneira, ai, ai

Nunca vi um boiadeiro sem dinheiro na carteira
Nunca vi um caminhão andar sempre em primeira
Nunca vi trator de força que nem o trator de esteira
Nunca vi pais tão rico como a pátria brasileira, ai, ai

Festa do seu Joanim
Eu fui cantar numa festa na casa do seu Joanim
Uma linda moreninha começou olhar pra mim
Meu peito deu um suspiro fui no céu e tornei vim
Desejei aquela rosa pra morar no meu jardim

Os olhos dessa menina parecem que tem veneno
Penetra no pensamento deixa o coração sofrendo
Seus lindos cabelos pretos e aquele olhar sereno
Parece a estrela Dalva quando o dia vem rompendo

Repiquei minha viola no gemido da turina
Cantei um verso dobrado dedicado pra menina
Morena linda morena o seu olhar me fascina
O corpo me encanta seu sorriso me domina

A moça me respondeu com tanta simplicidade
Gostei muito de você mas vou dizer a verdade
Eu moro em um convento da Santíssima trindade
Mas tente rogar a Deus por sua felicidade

Não esperava que a moça me respondesse assim
Não consegui esperar a festa chegar ao fim
A imagem da menina ficou gravada em mim
Adeus rainha da festa da casa do seu Joanim

Músicas do álbum Segredo De Amor (LPITAM 2088) - (1981)

Nome Compositor Ritmo
Segredo De Amor Dino Franco / Anacleto Rosa Jr Valsa
O Direito De Errar Paraíso / José Ferreira Rojão
A Saudade Vai No Peito Lourival Dos Santos / Borandi Corrido
Vou Morrer Por Causa Sua Zezito / Abel Cateretê
Minha Devoção Zezito / Abel Cururu
Mineiro De Fibra Paraíso / Osvaldo Galhardi Moda de Viola
Carta Zé Fortuna / Tonico Valsa
Lembranças Que O Tempo Não Apaga Jeca Mineiro / Luiz De Castro Toada
Morena Dos Olhos Pretos Sulino Cururu
Milagre Da Traição Jesus Belmiro / Paraíso Cururu
Nunca Vi Caim / Arlindo Demore Pagode
Festa Do Seu Joanim Abel / Caim Moda de Viola
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